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REGENTES
Ernesto Ronchini
Nasceu em Fano (Itália) em 1863. Estudou no Liceu Filarmônico de Bolonha, vindo para o Brasil como violinista spalla da Companhia Lírica Mussela. Fixou-se no Rio de Janeiro em 1888 sendo nomeado, no ano seguinte, professor de violino do Instituto Nacional de Música. Apresentou-se em diversos concertos no Rio de Janeiro e foi violista do Quarteto Tatti, organizado por Ricardo Tatti.
Como compositor escreveu diversos estudos para violino, o Poema Sinfônico Nero, a Ópera Dhalma e peças para orquestra de cordas, algumas das quais tocadas no primeiro concerto da Orquestra do Instituto Nacional de Música, da qual foi o regente no concerto de estréia. Faleceu em 1931.
Francisco Braga
Nasceu no Rio de Janeiro em 1868 e iniciou seus estudos de música no Asilo dos Meninos Desvalidos, onde dirigia a banda de música e de onde, mais tarde, foi nomeado professor. Foi aluno do Conservatório de Música do Rio de Janeiro e inscreveu-se, em 1890, no concurso para a escolha do novo Hino Nacional Brasileiro. Vencido por Leopoldo Miguêz, o concurso propiciou
a Francisco Braga uma bolsa do governo para estudar na França.
Obteve o primeiro lugar no concurso para admissão no Conservatório de Paris, onde tornou-se discípulo de Jules Massenet (1842-1912). Após o término do curso de composição viajou para Dresden (Alemanha), onde fixou residência, e visitou Bayreuth para assistir à encenação da tetralogia wagneriana. Voltou para o Brasil em 1900 onde foi nomeado professor do Instituto Nacional de Música.
Suas obras principais são: a Ópera Jupira, encenada pela primeira vez no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, os Poemas Sinfônicos Cauchemar, Insônia e Marabá, este último regido pelo compositor Richard Strauss (1864-1949) em concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1920, o Episódio Sinfônico, as Variações sobre um tema popular brasileiro e o Trio para piano, violino e violoncelo.
Foi diretor artístico e regente da Orquestra da Sociedade de Concertos Sinfônicos por mais de vinte anos e eleito Presidente Perpétuo da Sociedade Pró-Música. Recebeu do governo francês a Legion D'Honer no grau de Cavaleiro. Faleceu em 1945.
Raphael Baptista
Nasceu em 1909 na cidade de Petrópolis (RJ). Os primeiros estudos musicais foram realizados ainda na Cidade Imperial, proseguindo posteriormente como aluno do Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro como aluno de Francisco Braga, Francisco Mignone e Paulo Silva. Em 1945 foi nomeado professor de prática de orquestra e regência do mesmo Instituto e em 1971 assumiu o posto de regente titular da ORSEM. Como convidado regeu ainda a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Orquestra Sinfônica Nacional.
Como compositor deixou diversas obras, entre as quais destacam-se os Poemas Sinfônicos Lincoln (1944) e A Conquista do Sertão (1959), a Toada (1951) e o Scherzo (1942) para orquestra, os Instantâneos Folclóricos nos 1 e 2 (1963) para quinteto de sopros e os Divertimentos Folclóricos nos 1 e 2 (1978) para quinteto de metais. Sua obra A Conquista do Sertão foi gravada em CD pela ORSEM, sob a regência de Roberto Duarte e tendo como solista o barítono Inácio de Nonno.
Roberto Duarte
Natural do Rio de Janeiro, realizou sua formação musical na Escola de Música da UFRJ, como discípulo de Francisco Mignone e Eleazar de Carvalho. Laureado com o Prêmio Sergei Koussevitzky no Concurso Internacional Villa-Lobos em 1975, iniciou sua carreira internacional como regente convidado de orquestras como a Tonhalle de Zurique, a Filarmonia Hungárica, a Suisse Romande, a Orquestra Georges Enescu, a Sinfônica Eslovaca, a Orquestra Bruckner de Linz, a Orquestra de Câmara de Moscou e várias outras.
Desde 1991 tem tido diversos CDs editados com obras de Villa-Lobos dirigindo a Slovak Radio Symphony Orchestra (Bratislava), lançados em todo o mundo pelo selo Marco Polo. Desenvolve um trabalho permanente de divulgação da música brasileira, sendo responsável por mais de uma centena de primeiras audições e pela revisão da obra orquestral de Villa-Lobos.
Foi regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná e, por mais de quinze anos,
da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ, com as quais gravou três CDs dedicados ao repertório brasileiro. Ainda na EM/UFRJ foi professor de Regência tendo formado diversos discípulos que hoje desenvolvem carreira no Brasil e no exterior.
Em 1994 recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte como melhor regente do ano e em 1996 o Prêmio Nacional da Música do Ministério da Cultura, na categoria regente. É membro da Academia Brasileira de
Música e Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra da UNISINOS.
Ernani Aguiar
Ernani Aguiar estudou no Brasil com Paulina d'Ambrosio e Santino Parpinelli (violino e viola), César Guerra-Peixe (composição) e Carlos Alberto Pinto Fonseca (regência). No Conservatório Cherubini de Firenze (Itália) estudou com Roberto Michelucci (violino) e Annibale Gianuário (regência). Fez cursos de aperfeiçoamento em regência na Itália com Franco Ferrara, Adone Zecchi e Giuseppe Montanari e na Alemanha com Sergiu Celibidache.
Atua constantemente à frente de algumas das principais orquestras brasileiras como a Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra Sinfônica da Paraíba, Orquestra Sinfônica da Bahia,
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília e Orquestra Sinfônica de Porto
Alegre. Com esta última gravou, em 1994, um CD dedicado à obra sinfônica de César Guerra-Peixe (1914-1993).
Como compositor tem obtido expressivo sucesso tanto no Brasil como no exterior, com sucessivas apresentações, gravações, edições e transmissões radiofônicas e televisivas de suas obras. Destacam-se em sua produção obras para coro
a capella como o Psalmus CL (editado e gravado nos EUA), obras para diversas formações instrumentais como a série de Meloritmias para instrumentos solo e o Duo para violino e violoncelo (gravado na Inglaterra pela "Meridian Records"), obras para orquestra de cordas como as séries Quatro Momentos e Instantes e obras sinfônicas como as
Cantatas de Natal e de Páscoa, a Missa Brevis IV,
o Te Deum, as
Sinfoniettas Prima e Seconda "Carnevale", os Cantos Sacros para Orixás e a Ópera O Menino Maluquinho com libreto de Ziraldo. Sua obra intitulada Quatro Momentos no 3 já mereceu oito diferentes registros fonográficos.
Atualmente é professor de composição e regência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É membro da Academia Brasileira de Música, ocupando a cadeira no. 4.
André Cardoso
Violista
e Regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em
musicologia pela Uni-Rio. Estudou regência com os Maestros Roberto Duarte e
David Machado. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso
de aperfeiçoamento na Argentina com o Maestro Guillermo Scarabino, na
Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires.
Em
1994 foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica
Nacional, passando a atuar à frente de orquestras como a Sinfônica Brasileira,
Orquestra Sinfônica da Paraíba, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais,
Orquestra Petrobrás Pró-Música do Rio de Janeiro e Orquestra do Teatro
Nacional de Brasília. Atua, também, como produtor fonográfico, tendo recebido
o Prêmio Sharp e o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte)
pela gravação da ópera “Colombo” de Carlos Gomes.
É
responsável pela direção das partes corais de diversos desenhos animados da
Walt Disney Company (Pocahontas, O Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan,
entre outros) Columbia Pictures (A Princesa Encantada), Twenty-Century Fox
(Anastácia) e DreamWorks (O Principe do Egito) em suas versões em português
para o Brasil.
Atualmente
é professor de Regência e Prática de Orquestra da Escola de Música da UFRJ e
Maestro Assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de
Janeiro. |