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Histórico
A Orquestra
Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ) é a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro.
Foi criada em 1924 como Orquestra do Instituto Nacional de Música, durante
a gestão do professor Alfredo Fertin de Vasconcelos. Apresentou-se pela
primeira vez no dia 25 de setembro do mesmo ano com um total de 33 alunos
dirigidos pelo Professor Ernesto Ronchini (1863-1931). Entre
os alunos alguns nomes que se tornariam grandes instrumentistas de sua
geração como o violoncelista Iberê Gomes Grosso (1905-1983) e os
violinista Oscar Borgerth (1906-1992) e Mariucia Iacovino.
Em seu quarto
concerto, realizado em 17 de novembro de 1925 e dirigido pelo professor
Humberto Milano (1878-1933), foram incorporados os instrumentos de sopro,
em um programa onde constavam a Sinfonia no 41 - Júpiter
- de Mozart, o Concerto para piano em ré menor de J.S.Bach, tendo como
solista a aluna Ilara Gomes Grosso, o Tango Caprichoso para violino
e orquestra de Francisco Braga, tendo como solista a aluna Yolanda
Peixoto, e a primeira audição da Suíte Sinfônica op. 33 do então jovem
compositor Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948), ex-aluno de composição e
recém-nomeado professor do INM. Estas se tornariam, a partir de então,
duas das mais importantes funções da orquestra: a apresentação de alunos
solistas e estréia de obras de compositores brasileiros jovens ou já
consagrados.
Nos primeiros anos
de existência seu principal regente foi o Maestro Francisco Braga
(1868-1945), passando a orquestra a contar com a participação de alguns
professores e ex-alunos.
Em 1937 o INM foi
incorporado à Universidade do Brasil e o conjunto passou a se chamar
Orquestra da Escola Nacional de Música. Diversos regentes com ela atuaram,
entre os quais podemos destacar os compositores Francisco Mignone
(1897-1986), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948) e José Siqueira
(1907-1985) e os Maestros Souza Lima (1898-1982) Armando Belardi
(1900-1989), Eleazar de Carvalho (1912-1996), Mário Tavares (1928-2003) e
Henrique Morelenbaun.
As óperas passaram
a fazer parte da temporada anual de concertos a partir de 1958 quando foi
apresentada L'Enfant Prodigue de Claude Debussy, regida pelo
Maestro Santiago Guerra (1902-1998). Outros espetáculos líricos
importantes apresentados pela orquestra foram as óperas Xerxes de
Haendel, Cosi fan tutte, Le Nozze di Fígaro e Die
Zauberflote de Mozart, O Barbeiro de Sevilha de Rossini, Don
Pasquale de Donizetti, Le Villi e Madama Butterfly de Puccini,
La Traviata de Verdi, The Thelefone de Giancarlo Menotti e
Der Freischütz de Weber, assim como óperas de compositores
brasileiros como Uma Noite no Castelo de Henrique Alves de
Mesquita, Abul de Alberto Nepomuceno, Moema de Delgado de
Carvalho, Jupira de Francisco Braga, Fosca e Lo Schiavo
de Carlos Gomes, O Chalaça de Francisco Mignone e Maroquinhas
Fru-Fru de Ernst Mahle.
Em 1969 a orquestra
foi reformulada e passou a se chamar Orquestra Sinfônica da Escola de
Música da UFRJ, tendo como núcleo básico de instrumentistas os alunos da
disciplina prática de orquestra. Como maestro titular foi nomeado o
professor Raphael Baptista (1909-1984). Por sua indicação, foi
sucedido em 1979 pelo Maestro Roberto Duarte, que esteve à frente
da ORSEM durante mais de quinze anos. A partir de 1998 a ORSEM passou a
ter a direção dos maestros Ernani Aguiar e André Cardoso.
Em 2005 o grupo
perdeu as prerrogativas de conjunto oficial da EM e o direito de usar o
antigo nome. Em setembro do mesmo ano o Departamento de Música de
Conjunto renomeou o conjunto como ORQUESTRA SINFÔNICA DA UFRJ.
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