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RESUMO
DE TESE
DISSERTAÇÕES
DEFENDIDAS
Teores
de Fitato e Minerais de Alimentos da
Dieta Brasileira.
Maria Letícia Galluzzi Nunes (09/05/91)
Orientador: Luiz Carlos Trugo
Banca Examinadora: Carmen Marino
Donangelo, Lair Chaves Cabral, Paschoal
Guimarăes Robbs
O
fitato é um composto presente
nos alimentos de origem vegetal capaz
de reduzir a absorção
de minerais através da formação
de complexos insolúveis a nível
gastrointestinal. Foram determinados
neste estudo os teores de fitato de
quatorze dos principais alimentos consumidos
no Brasil, através de cromatografia
líquida de troca iônica,
hidrólise e colorimetria do fósforo.
Foram também determinados os
teores de cálcio, magnésio,
ferro, zinco, cobre e manganês
em 22 alimentos, por espectrometria
de emissão atômica (plasma
de corrente direta). Os maiores teores
de fitato foram encontrados nos feijões
de corda, mulatinho, preto e roxo (540
a 1030 mg%), teores medianos foram encontrados
no arroz polido, batata inglesa, café
torrado em pó e fubá de
milho (210 a 300 mg%); teores menores
foram encontrados na abóbora,
café solúvel, macarrão
de trigo, pão francês e
café torrado em pó (64
mg% a traços). Não foi
detectada a presença de fitato
na farinha de mandioca. Submetidos a
cozimento, o arroz polido, a batata
inglesa, os quatro tipos de feijão
analisados, o fubá de milho e
o macarrão de trigo apresentaram
redução de 0 a 23 mg%
no teor de fitato.
Os resultados obtidos para fitato foram
utilizados para cálculos de consumo
por regiões representativas do
Brasil; a ingesta média estimada
situa-se em 678 mg/dia.
As razões molares fitato: mineral
foram determinadas para os alimentos
analisados; a batata inglesa, o fubá
de milho e os feijões preto e
roxo apresentaram razões molares
fitato: zinco superiores a 10, e os
feijões preto e roxo apresentaram
razões molares (fitato x cálcio):
zinco superiores a 0,5, valores críticos
na predição do risco relativo
de desenvolvimento de deficiência
de zinco em humanos. A maior freqüência
destes alimentos na dieta implica em
maior risco nutricional.
Para fins comparativos, os teores de
cálcio, magnésio e ferro
foram determinados também por
métodos colorimétricos
e os de zinco por espectrometria de
absorção atômica.
Comparando-se os métodos empregados
observa-se que apresentam alta correlação
entre si, mostrando-se adequados para
a determinação dos teores
destes minerais em alimentos.
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