Abertura de frente em subterrâneo com serra de corrente.
Extraído de Samso Lopez, Ediciones CEAC, S.A, 1973

 Estas serras consistem em uma corrente sem fim com dentes de carborundum, movida por motor elétrico e que executam na pedra cortes de espessura variável, conforme a corrente empregada, e com profundidade entre um e dois metros, dependendo do comprimento útil do porta corrente (a máquina é semelhante a uma motoserra). Para rochas brandas empregam-se correntes de 42 a 45 mm de espessura. Para rochas mais duras se utilizam serras de 22 a 24 mm de espessura.

 Elas podem trabalhar tanto em sentido vertical quanto na horizontal. Empregam-se seja em pedreiras a céu aberto, seja em subterrâneo.

 Em galeria a operação segue os seguintes passos:

 Em primeiro lugar executa-se um corte horizontal, no nível do piso e na extensão que a largura da galeria permitir. Em seguida realiza-se outro corte paralelo, 40 cm acima. A rocha entre estes dois cortes é destruída  por martelo pneumático e removida, afim de deixar espaço livre debaixo do bloco de pedra que se quer extrair. É necessário colocar suportes, feitos de pedaços da mesma pedra, como apoio provisório do bloco a extrair nas etapas seguintes.

 Efetua-se então um terceiro corte horizontal na altura desejada para o bloco, geralmente rente ao teto da galeria, e em seguida realizam-se vários cortes verticais dependendo do tamanho e da quantidade de blocos que se deseja extrair.

 Todos estes cortes foram efetuados na mesma profundidade resultando uma série de blocos com todas as suas faces livres e isoladas exceto a posterior através da qual ficam pendurados no maciço (pela parede do fundo). Os blocos ficarão também sustentados pelos suportes deixados debaixo de cada um deles.

 O primeiro bloco, sempre em uma extremidade, se arranca por meio de cunhas e através de alavancas introduzidas nas fendas abertas pela serra. Isto se consegue sem maiores dificuldades se bem que a face posterior fique um pouco irregular. Deve ser deixado espaço que permita colocar a máquina atravessada no fundo da galeria de forma a serrar as faces posteriores dos demais blocos contíguos.

 Estes cortes vão sendo efetuados sucessivamente a medida que os blocos vão se soltando. A serragem é interrompida pouco antes de chegar ao espaço livre da parte inferior, deixando uma pequena poção de pedra intocada o que evita que o bloco bascule para trás.

 Para soltar o bloco, retiram-se os suportes que se tinha deixado anteriormente e o bloco, pelo seu próprio peso cai para a frente. Para amortecer sua queda é conveniente deixar uma certa quantidade de escombros que lhe sirvam de leito.

Tradução de Axel de Ferran.

 

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