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Abertura
de frente em subterrâneo com serra de corrente. Estas
serras consistem em uma corrente sem fim com dentes de carborundum,
movida por motor elétrico e que executam na pedra cortes de espessura
variável, conforme a corrente empregada, e com profundidade entre um e
dois metros, dependendo do comprimento útil do porta corrente (a máquina
é semelhante a uma motoserra). Para rochas brandas empregam-se
correntes de 42 a 45 mm de espessura. Para rochas mais duras se utilizam
serras de 22 a 24 mm de espessura. Elas
podem trabalhar tanto em sentido vertical quanto na horizontal. Empregam-se
seja em pedreiras a céu aberto, seja em subterrâneo. Em
galeria a operação segue os seguintes passos: Em
primeiro lugar executa-se um corte horizontal, no nível do piso e na
extensão que a largura da galeria permitir. Em seguida realiza-se outro
corte paralelo, 40 cm acima. A rocha entre estes dois cortes é destruída
por martelo pneumático e removida, afim de deixar espaço livre
debaixo do bloco de pedra que se quer extrair. É necessário colocar
suportes, feitos de pedaços da mesma pedra, como apoio provisório do
bloco a extrair nas etapas seguintes. Efetua-se
então um terceiro corte horizontal na altura desejada para o bloco,
geralmente rente ao teto da galeria, e em seguida realizam-se vários
cortes verticais dependendo do tamanho e da quantidade de blocos que se
deseja extrair. Todos
estes cortes foram efetuados na mesma profundidade resultando uma série
de blocos com todas as suas faces livres e isoladas exceto a posterior
através da qual ficam pendurados no maciço (pela parede do fundo). Os
blocos ficarão também sustentados pelos suportes deixados debaixo de
cada um deles. O
primeiro bloco, sempre em uma extremidade, se arranca por meio de cunhas
e através de alavancas introduzidas nas fendas abertas pela serra. Isto
se consegue sem maiores dificuldades se bem que a face posterior fique
um pouco irregular. Deve ser deixado espaço que permita colocar a máquina
atravessada no fundo da galeria de forma a serrar as faces posteriores
dos demais blocos contíguos. Estes
cortes vão sendo efetuados sucessivamente a medida que os blocos vão
se soltando. A serragem é interrompida pouco antes de chegar ao espaço
livre da parte inferior, deixando uma pequena poção de pedra intocada
o que evita que o bloco bascule para trás. Para soltar o bloco, retiram-se os suportes que se tinha deixado anteriormente e o bloco, pelo seu próprio peso cai para a frente. Para amortecer sua queda é conveniente deixar uma certa quantidade de escombros que lhe sirvam de leito.
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