| O sienito alcalino consagrado comercialmente com o
nome de Verde Tunas é uma rocha de cor verde, por vezes com tons
amarelados, de granulação média a grossa, estrutura maciça ou
fraturada, textura equigranular, baixo grau de alteração
intempérica, composta por feldspato, máficos e sulfetos.
O mineral dominante é o ortoclásio micropertítico (80%), com
dimensões médias de 10mm de comprimento. Mostra hábito tabular,
geminação Carlsbad, contatos suturados entre si, textura
granular hipidiomórfica ou xenomórfica. Encontra-se geralmente
obscurecida por inclusões de fina poeira hematítica, e com
microfraturas preenchidas por minerais argilosos esverdedados.
Os máficos em torno de 15% da rocha, estão representados por
anfibólios, clinopiroxênios de cor preta e biotita, comumente em
aglomerados dispersos de forma homogênea por entre os feldspatos.
O clinopiroxênio é a egirina-augita incolor a verde pálida, com
cristais corroídos pela mineralogia essencial. Acham-se
associados e/ou substituídos por anfibólio e biotita. O
anfibólio é a hornblenda hastingsítica. A biotita ocorre em
pequenas lamelas. Acessoriamente ocorrem minerais opacos,
plagioclásio cálcico, fayalita, apatita, zircão, magnetita,
clorita e calcita. A rocha foi classificada como sendo um
alcali-feldsapato-sienito.
Os ensaios físicos a que foram submetidas amostras do Verde
Tunas, apresentam os seguintes resultados médios:
peso específico : 2,70g/cm3, porosidade aparente : 1,33%,
absorção d'água : 0,48%, teste de desgaste de Amsler : 0,68%mm,
teste de compressão uniaxial : 1.500kgf/cm2.
A origem vulcânica desses sienitos conduziu ao aparecimento de
fácies venuladas recortadas por uma rede irregular de fraturas e
fissuras, menores que 1 cm de largura. Estas fissuras acham-se
soldadas por uma massa fina de feldspatos, argilo-minerais e
máficos, que imprimem nas chapas polidas um padrão distinto do
Verde Tunas homogêneo. Raros veios centimétricos de microsienito
recortam estas rochas.
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