GRANITO SUCURU
Sume, PB

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Esse granito aflora em diques verticais a sub-verticais que apresentam em geral, a direção NNW a NS, embora existam também corpos orientados na direção E-W. Nesses diques o Granito Sucuru ocorre principalmente como um amontoado de matacões soltos, alinhados e que se destacam na topografia formando relevos salientes com até 40 m de altura, de sorte que eles podem ser facilmente cartografados a partir de fotografias aéreas.

Nestas fotografias aéreas percebe-se que esses diques, concentram-se numa área da ordem de 25 Km2 localizada em torno do lugarejo chamado de Sucuru, que se posiciona a aproximandamente 15 Km da cidade de Sumé-PB. Nessa área há um verdadeiro enxame de diques do Granito Sucuru e, também, de riolitos, dacitos, sienitos e outras rochas filonianas de natureza granítica. A CDRM-Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais da Paraíba, já cartografou aí mais de 50 diques do Granito Sucuru, computando uma reserva superior a 50 mil metros cúbicos de matacões graníticos lavráveis. Mesmo assim, apenas 3 diques estão sendo trabalhados, sendo um deles lavrado pela Minérios de Bom Jardim S.A., o segundo explotado pela Geo-Log e o último pelo grupo Ingá. Estas 3 empresas produzem no momento cerca de 130m3/mês de blocos aparelhados destinados, em sua quase totalidade, à exportação.

Esse granito apresenta um textura porfirítica, sendo composto por pórfiros de microclina, de cores vermelha ou rosa, com 0,5 a 4 cm de comprimento, e de quartzo azulado, que aparece bem estirado e lineado, constituindo uma espécie de palheta com até 3 cm de comprimento por 2 mm de largura, dispersos numa matriz preta extremamente fina, afanítica e que ao microscópio é formada principalmente por quartzo e microclina, com alguns grãos de oligoclásio, biotita, clorita e magnetita, que constituem os acessórios desta rocha.

Esses diques estão encaixados discordantemente em migmatitos, sendo que os contatos dessas rochas são frequentemente milonitizados, milotinização essa que atinge tanto os granitos como as encaixantes. Foi essa milotinizaçãoa responsável pela cataclase da matriz desse granito e pelo aparecimento dos grãos de quartzo de cores azuladas. Já os pórfiros de microclina estão muito menos afetados pelo tectonismo e devem ter se desenvolvido num estágio fim a pós tectônico.

É difícil determinar a composição modal dessa rocha em função da granulometria extremamente fina da matriz, mas mesmo assim pode-se inferir que ela tem cerca de 75% de quartzo, que é o mineral predominante na matriz, 20% de microclina, que aparece principalmente como pórfiros, e 5% de oligoclásio. Trata-se dessa forma, de um granitóide rico em quartzo, que apresenta as seguintes características tecnológicas:

Peso específico aparente - 2,68g/cm3
Absorção d'água - 0,25%
Módulo de resistência à compressão axial simples - 1331kg/cm2.

 

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