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O Rosa Curitiba é uma rocha leucocrática de estrutura maciça e
textura equigranular, localmente porfiróide, de granulação
média a grossa e cor rosa-claro-acinzentada pintalgada por
manchas negras. É composta essencialmente por feldspato
potássico, quartzo, plagioclásio, biotita e anfibólio.
Microscopicamente a rocha exibe textura granular
hipidiomórfica, localmente cataclástica, com intercrescimento
entre os cristais subédricos e anédricos de feldspato potássico,
plagioclásio e secundariamente quartzo, com contatos saturados
entre si. O feldspato potássico micropertítico, está geminado a
Carslbad e em menor frequência em grade, possui aspecto mosqueado
por intensa micropertitização de padrão textural do tipo
substituição e inclusão de cristais menores de plagioclásio. O
plagioclásio mostra núcleo de composição oligoclásica,
alterado em mica branca e/ou carbonato, bordas límpidas de albita
e intercrescimentos mimerquíticos. São abundantes os sistemas de
microfraturas que cortam a mineralogia essencial. A biotita e a
hornblenda hastingsítica são hipidiomórficas e fortemente
pleocróicas. A biotita de coloração verde-parda altera-se à
clorita, acha-se associada ao epidoto e zircão e tem cavidades
preenchidas por fluorita e opacos.
A composição modal da rocha investigada aproxima-se de 42% de
feldspato potássico, 39% de plagioclásio, 85 de quartzo, 5% de
biotita e hornblenda, 4% de opacos e 2% de zircão. Aparecem,
ainda, traços de allanita, carbonato, fluorita, apatita e epidoto.
A rocha pode ser classificada como quartzo-monzonito.
As reservas são consideradas inesgotáveis e a produção
atual situa-se em 60m3/mês. |