| O produto comercializado com o nome
de Marrom Tarumã é lavrado na localidade de Pedra Branca, a leste
da cidade de Agudos do Sul, a 70 Km de Curitiba. Neste local afloram
matacões com volumes superiores a 200m3 dispostos a meia encosta
de vertentes sustentadas por diques de rochas básicas. As chapas
polidas denotam boa homogeinidade de padrão e cor. Esparsos veios
rosados não comprometem a qualidade final do produto. Suas reservas
são superiores a 5.000m3 e a produção atual é da ordem de 40m3/mês.
O Marrom Tarumã é uma rocha de coloração cinza-clara, granulação
média a grossa, estrutura maciça e textura equigranular com
desenvolvimento de megacristais de feldspato potássico de até
5mm de comprimento. Seu padrão sóbrio é dado pelos feldpatos
beges e/ou esbranquiçados e quartzo translúcido, salpicados
por finas palhetas de máficos negros.
Ao microscópio o Marrom Tarumã se apresenta com crescimento
granular hipidiomórfico, caracterizado por indivíduos subédricos
a anédricos de plagioclásio, feldspato potássico e quartzo com
contatos saturados entre si. O plagioclásio (oligoclásio) mostra-se
com aspecto turvo intenso, saussuritizado, alterado a mica branca,
e bordos límpidos de composição albítica. O feldspato potássico
apresenta-se com turvação, pouco acentuada, levemente alterado
a mica branca e micropertitizado. O anfibólio ocorre em cristais
individualizados ou em associação a biotita e/ou epidoto. São
abundantes os sistemas de microfraturas intragranulares preenchidas
por carbonato, mica branca e/ou material ferruginoso. Sua composição
modal foi visualmente estimada em 35% de plagioclásio,
28% de feldspato potássico, 12% de quartzo, 10% de biotita,
6% de titanita, 4% de epidoto, 4% de anfibólio e 1% de opacos.
Ocorrem ainda traços de alanita, zircão, apatita. fluorita e
carbonato. Tal composição permite classifica-lo como um quartzo
monzonito.
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