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A fácies lavrada é uma rocha de cor azul pálida,
textura equigranular, granulação média,
estrutura maciça, fracamente fraturada e médio
grau de alteração intempérica. Macroscopicamente
a rocha se apresenta com uma matriz composta por plagioclásio,
quartzo e feldspato potássico, compondo um fundo de coloração
azulada, sobre o qual sobressai a pigmentação
negra dos minerais máficos, levemente orientados. Subordinadamente
aparecem núcleos esbranquiçados de feldspatos,
igualmente orientados. Observa-se ainda um sistema de fraturas
preenchidas por material castanho-amarelado, interceptando a
mineralogia essencial da rocha. As chapas polidas do granito
Cerro Azul possuem padrões homogêneos de textura
e cor. Aglomerados de minerais máficos ou de quartzo,
assim como finos veios difusos, ocorrem espaçadamente,
sem contudo comprometer a boa qualidade do produto.
Ao microscópio a rocha exibe textura cataclástica,
com microfenocristais de feldspato potássico mesopertíticos,
por vezes com micropertitas do tipo substituição
e macla Carlsbad, aspecto levemente turvo, onde os interstícios
estão ocupados por quartzo recristalizado de granulação
fina, textura mortar e poligonização; alguns indivíduos
mostram formas euédricas, típicas de rochas subalcalinas/alcalinas.
Ocorrem cristais prismáticos e fibrosos de piroxênio
alcalino (egirina) intercrescidos com anfibólio do tipo
hastingsita; este último aparece também em diminutos
prismas alongados dispersos pela rocha. São comus as
superfícies de microfraturas preenchidas por óxidos
e hidróxidos de ferro, bem como acículas de minerais
com coloração castanha. Aparecem ainda traços
de epidoto e zircão. A rocha pode ser classificada como
um granitóide alcalino cataclástico.
As reservas do Cerro Azul sob a forma de matacões são
superiores a 15.000 m3. Sua lavra encontra-se paralisada, aguardando
regularizações perante os órgãos
ambientais.
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