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N T O M O L O G I A |
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
DE JANEIRO
MUSEU NACIONAL |
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| Setor de Blattaria | ||
Projeto em Desenvolvimento:
Subprojetos:
Informações Gerais:
É um grupo de insetos dos mais antigos conhecidos desde o Carbonífero
Inferior, como comprovam coletas de terrenos de cerca de 300 milhões
de anos, quando ocupavam lugar de maior destaque entre o grupo dos
insetos. Viviam em lugares úmidos, sob folhas, perto de água,
isso devido às impressões que deixaram nesses lugares. As
ootecas das espécies daquela época são semelhantes
às atuais. Existem 12 famílias de blattodea fósseis,
baseadas em impressões alares exclusivamente. Atualmente são
conhecidas cerca de 4000 espécies no mundo, sendo conhecidas no
Brasil cerca de 1000 espécies. Sua posição na escala
evolutiva vem sendo discutida como precursores ou não dos cupins
(Isoptera).
Estão distribuídas em todo o mundo desde regiões
neotropicais até paleárticas, podendo atingir tamanho de
5mm até 100mm, como é o caso daquelas pertencentes ao gênero
Megaloblatta.
Quanto ao regime alimentar são omnívoras ou oligófagas,
elas aceitam tanto alimento animal quanto o vegetal, embora dêem
preferência aos vegetais. Algumas espécies (Panesthiinae)
são xilófagas, vivem em pau podre, que assimilam graças
à presença de microorganismos simbióticos (bactérias
ou flagelados hipermastiginos em seu intestino) que transformam a celulose
em dextrose graças à uma celulase, como pode ser exemplificado
pelas espécies do gênero Cryptocercus.
São espécies de hábitos noturnos e lucífugos,
higrófilas e termófilas. Podem ser divididas em espécies
terrestres, aquáticas e semi-aquáticas. Dentre as terrestres
há espécies cavernícolas, desérticas e de outros
habitats. Vivem em lugares escuros, por excelência, em abrigos sob
folhas mortas, sob musgos, na base das folhas de bromélias,
em casca de árvores, pau podre, em cavernas, debaixo de pedras,
associadas a formigas (mirmecófilas), a cupins (termitófilas),
miméticas ou domésticas associadas às habitações.
Há espécies semi-aquáticas, na fase de ninfa, vivendo
debaixo de pedras, nas margens dos rios, imersas por longo tempo.
Existem baratas cegas que são encontradas em lugares obscuros
(cavernícolas). No entanto, a atividade das baratas domésticas
não é totalmente noturna. Há um período de
grande atividade (17 às 19 horas) seguido de períodos de
repouso e de volta à atividade. Quando começa a amanhecer,
um outro grande período de atividade, para o repouso total durante
o dia todo.
Exigem um certo grau de unidade, daí a sua preferência
por lugares mais ou menos escondidos, apresentando mesmo uma tendência
bastante acentuada para penetrar em cavidades do solo e havendo algumas
cavernícolas (Panchlorinae, Blattinae) e outras bem modificadas
para esse meio (Nocticolinae).
Sua importância médico-sanitária é bastante
discutida na literatura, pois podem servir de veículo de bactérias
e vírus patogênicos, bem como de hospedeiro para helmintos,
protozoários e fungos. O hábito de regurgitar parte do alimento
digerido, ao mesmo tempo que defecam representa o grande perigo desses
insetos em nossos lares. Entre as doenças causadas por microorganismos
transportados pelas baratas são: a lepra, a desinteria, as gastro-enterites,
o tifo, a meningite, a pneumonia, a difteria, o tétano, a tuberculose
e outras.
Entre as baratas domésticas são conhecidas ao todo 9
espécies, todas cosmopolitas que são: Periplaneta americana
(Linnaeus, 1758), Periplaneta australasiae (Fabricius, 1775), Periplaneta
brunnea Burmeister, 1838, Leucophaea maderae (Fabricius, 1781),
Nauphoeta
cinerea (Olivier, 1789), Pycnoscelus surinamensis (Linnaeus,
1758), Supella longipalpa (Fabricius, 1798), Blattella germanica
(Linnaeus, 1758), Blatta orientalis (Linnaeus, 1758), esta não
encontrada no Brasil.
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| Periplaneta americana | Periplaneta brunnea |
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| Nauphoeta cinerea | Pycnoscelus surinamensis |
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| Supella longipalpa | Blattella germanica |
A coleção de Blattaria do Museu Nacional, que conta
com aproximadamente 17000 exemplares, foi iniciada pela Prof. Isolda
Rocha e Silva em 1958, que a enriqueceu através de coletas realizadas
nos arredores do Rio de Janeiro, estado do Pará e identificando
material frequentemente coletado em expedições realizadas
por coletores do Museu Nacional como Olmiro Roppa, coronel Moacyr Alvarenga,
entre outros e Drs. Dalcy de Oliveira Albuquerque, Newton Dias dos
Santos, Joaquim Machado e Alfredo do Rego Barros. Atualmente vem sendo
acrescida por material coletado em reservas florestais nos arredores do
Rio de Janeiro, Alto da Boa Vista, Vista Chinesa, Jardim Botânico,
Cachoeira de Macacu, Iguaba, Teresópolis e por material que vem
nos sendo cedido pelo Prof. Johan Becker em suas expedições
pela Bahia e várias localidades do município do Rio de Janeiro.
Consta atualmente a coleção do Museu Nacional, com aproximadamente
20.000 exemplares da região neotropical, distribuídos em
5 famílias, 19 subfamílias, 8 tribos, 144 gêneros,
dos quais a grande maioria encontram-se nela representados. Consta também
dessa coleção 167 holótipos, 70 alótipos e
356 parátipos e cerca de uma centena de trabalhos publicados..
Entre as baratas silvestres podem ser encontradas na coleção
Blaberus giganteus, Blaberus discoidalis, Eublaberus posticus, Hormetica
ventralis encontradas em troncos apodrecidos e Helgaia serrana, típicos
de bromélias
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| Blaberus giganteus | Blaberus discoidalis |
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| Helgaia serrana | |
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